terça-feira, 30 de abril de 2013

DESARMAMENTO É UM DOS TEMAS SOCIAIS DE DESTAQUE DA COPA DO MUNDO



DESARMAMENTO É UM DOS TEMAS SOCIAIS DE DESTAQUE DA COPA DO MUNDO


A FIFA- Federação Internacional de Futebol Associado, a CBF- Confederação Brasileira de Futebol e a Seleção Brasileira, juntam-se com o Ministério da  Justiça e a RDB - Rede Desarma Brasil, um conglomerado de 49 ONGs, para intensificarem a Campanha do Desarmamento no Brasil e no mundo.

A partir do dia 24 de abril, quando aconteceu o jogo amistoso entre Brasil X Chile em Belo Horizonte, no novo Mineirão, momentos antes da  partida, que foi a primeira da seleção após a reinauguração do estádio da Pampulha, a seleção Brasileira, entrou mais uma vez em campo, levando uma faixa de 10m X 1,20m contendo a frase do Tema Social da Copa do Mundo “POR UM MUNDO SEM ARMAS,  SEM DROGAS, SEM VIOLÊNCIA E SEM RACISMO.” A faixa já faz parte do conjunto de peças que compõem o uniforme da seleção brasileira e esta ação em favor de uma cultura de Paz se repetirá em todos os próximos jogos amistosos, bem como nos jogos oficiais da Copa das Confederações e, se estenderá durante toda a Copa do Mundo de 2014.



A iniciativa faz parte do tema social previsto no sétimo capítulo da Lei
Geral da Copa do Mundo, aprovada pelo Senado e sancionada pela presidente Dilma Rousseff, em junho de 2012. Segundo o Ministério da Justiça, o acordo de cooperação  entre o Ministério, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e a Rede Desarma Brasil (RDB), para desenvolver ações na Copa das Confederações e na Copa do Mundo, em favor do desarmamento, está em fase de conclusão para ser assinado na próxima semana, devido ao empenho pessoal do Ministro da Justiça José Eduardo Cardozo e do Deputado Federal Vicente Cândido - PT de São Paulo, que acreditam na intensificação dos excelentes resultados para a Campanha do Desarmamento. O tema aprovado na lei é o que consta na faixa: “UM MUNDO SEM ARMAS, SEM DROGAS, SEM VIOLÊNCIA E SEM RACISMO”.


Os defensores da idéia acreditam que a questão do desarmamento terá maior repercussão entre os tópicos abordados no tema, pois está prevista, inclusive, a troca de armas por ingressos, e em todo o Brasil já se encontram abertos mais de 2.000 postos para a entrega voluntária de armas, com indenizações pagas pelo Governo Federal, de RS = 150,00 a RS = 450,00 a depender do calibre da arma, com saque imediato em qualquer caixa eletrônico do Banco do Brasil em todo o país, através de protocolo expedido, no ato da entrega.

A CBF, com espírito de vanguarda, desde o ano passado, durante quatro jogos da  Seleção Brasileira, determinou o apoio a Campanha do  Desarmamento, ao
apresentar nos estádios, a faixa do tema social da Copa. A repercussão foi impressionante. Segundo dados do Ministério da Justiça, a entrega de armas aumenta  no  país consideravelmente quando  a  seleção carrega a faixa  antes
dos jogos. O aumento foi de 96% logo na semana que sucedeu a partida. 

Bastante significativos foram os números do amistoso com os Estados Unidos, na casa do adversário, em 30 de maio de 2012, e na disputa pelo título do
superclássico contra a Argentina, no La Bombonera, em Buenos Aires, em 21 de novembro. Nos dois casos, o Brasil também saiu vencedor com a bola: goleou os Estado Unidos por 4 x 1 e levou a taça do superclássico ao superar a Argentina na cobrança dos pênaltis.

“Queremos que não só o Brasil faça a campanha, mas que ela se estenda a
todos os países. Queremos que esse movimento seja internacional”, disse o
sociólogo  Antônio  Rangel  Bandeira, integrante  da  ONG - Viva Rio  e  um dos
coordenadores da Rede Desarma Brasil, que foi convidado pelo Governo de Barack Obama para repassar a experiência brasileira à Cúpula sobre a Redução da Violência por Armas na América, em Nova Yorque, e foi intensamente aplaudido quando disse que no Brasil o tema social da Copa  incluiu  o Desarmamento.


O exemplo está sendo seguido pelos clubes brasileiros. A faixa já foi também
carregada antes de jogos entre Fluminense x Botafogo, Santos x Vélez
Sarsfield, Santos X Guarani e São Bernardo x São Paulo, todos no ano de 2012.

Segundo o Ministério da Justiça, desde que a Campanha Nacional do Desarmamento foi lançada, há quase dois anos, mais de 70 mil armas foram entregues no país. Segundo os organizadores da Campanha,  21% das pessoas fazem a entrega das armas não por causa de indenização, mas porque temem acidentes domésticos com crianças.

“A característica da campanha é o total anonimato. A pessoa não é obrigada a
dar nenhuma informação, porque o objetivo é tirar a arma de circulação. No Brasil a arma transforma o banal em fatal, pois durante mais de 50 anos o nosso país se armou em grande escala e sem nenhum controle gerando uma naturalização do uso da arma. Com a inclusão do desarmamento no projeto social da Copa, estaremos contribuindo para a desnaturalização da arma, o que resulta na redução de homicídios, salvando assim  milhares de vidas,”
afirma Clóvis Souza Nunes, coordenador nacional da ONG - MovPaz, que é integrante da Rede Desarma Brasil e responde pela parceria do convênio estabelecido para a da coordenação da Lei da Copa e o desarmamento.
A advogada Cristina Leonardo, coordenadora do grupo idealizador do projeto
aprovado no Congresso e sancionado pela presidente Dilma, disse que: “a idéia é criar um pacto entre as nações que não envolva questões diplomáticas. Para podermos avançar, temos  que  difundir a  campanha do desarmamento  pelo mundo para trabalhar a cultura da paz na Copa”, explicou Cristina.

Quem quiser entregar uma arma de fogo pode se dirigir a uma delegacia da
Polícia Federal ou da Polícia Rodoviária Federal, ou ainda procurar os
postos cadastrados por todo o país, que podem ser consultados no site:
www.entreguesuaarma.gov.br    ou  pelo  telefone: 194, onde  se  pode  obter
outras informações sobre a Campanha Nacional de Desarmamento.



Assessoria de Imprensa – MovPaz
Site: movpazbrasil.org  - faceboock/movpazbrasil



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